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Escola paranaense é referência nacional em educação integral

Segunda-feira, 30 de novembro de 2015


O Colégio Estadual Manoel Ribas, de Curitiba, está entre as principais referências do Brasil em educação em tempo integral. A escola vai representar a educação pública do Paraná no seminário internacional sobre a modalidade de ensino, que será realizada em São Paulo nos dias 7 e 8 de dezembro. 

Além da escola paranaense, o evento contará com outras 20 escolas nacionais e dez internacionais que oferecem a educação em tempo integral. O seminário é coordenado pelo Centro de Referências em Educação Integral. O resultado das experiências será apresentado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

O Colégio Manoel Ribas foi a primeira escola pública paranaense a trabalhar com a educação em tempo integral, em 2010. O trabalho foi sendo lapidado até alcançar os resultados atuais, que garantem uma educação inclusiva e de qualidade, baixo número de evasão escolar e interação com a comunidade. 

“Quando iniciamos as atividades em tempo integral, chamamos os pais e explicamos a importância de os alunos permanecerem na escola. Hoje eles reconhecem que é mais importante que seus filhos estejam na escola do que trabalhando para ajudar a complementar a renda em casa”, disse o diretor do colégio, Wilson João Marcionilio Alves. 

Ele explica que a participação dos pais no cotidiano escolar foi fundamental para o sucesso do programa. “Toda a base da escola está na participação dos pais. O acompanhamento do dia a dia é fundamental para que o aluno permaneça no colégio”, contou Wilson. 

Jupira Ferreira, mãe do aluno Holdren Souza, 12 anos, do 7° ano, e avó da aluna Kimberley Souza Bento, 12 anos, também do 7° ano, está sempre presente nas atividades desenvolvidas pelo colégio. “Às vezes eu até assisto as aulas com eles”, contou ela. Para Jupira, é fundamental que os pais participem da vida escolar dos filhos e incentivem a permanência na escola. “Sabemos que eles estão recebendo uma boa educação e são bem cuidados o dia todo e isso nos dá mais tranquilidade”, disse ela. 

Já Eletícia Pereira, mãe do aluno Cleiton Pereira Regis, 14 anos, do 8° ano, lembra que a educação deve ser feita em parceria entre a comunidade e a escola. “É o futuro do meu filho que está acontecendo e é meu dever como mãe participar”, contou. “Moramos em uma comunidade de risco e ter a oportunidade do meu filho estar na escola o dia todo é tranquilizador, porque quando estou trabalhando ele está na escola, disse Eletícia. 

O sistema de educação integral também transformou a vida de Eletícia. Ela voltou a estudar após incentivo do colégio do filho. “Até o ano passado eu não tinha nem o 2° grau e hoje estou fazendo faculdade graças à oportunidade que o colégio me deu”, disse ela, que cursa Pedagogia. 

DIFERENCIAL – Segundo Wilson, o diferencial do colégio é não possuir uma grade curricular com atividades diferenciadas em turno e contraturno. Ou seja, a escola trabalha com as disciplinas da base nacional integrada às atividades diversificadas. 

“Com essa metodologia o aluno percebe a escola como um lugar atrativo em todos os períodos”, explicou o diretor. 

Além das disciplinas obrigatórias, os estudantes participam d atividades como dança, teatro, rádio escolar, folclore e arte paranaense, rúgbi, bets e skate. São nove horas diárias na escola. Mas se engana quem pensa que a rotina é cansativa. “Gosto de estudar aqui porque tem muita coisa para fazer e a gente nem vê o tempo passar”, contou o aluno Matusalém Nunes, 14 anos, do 8° ano. 

O período prolongado na escola também contribui para reforçar a interatividade, cidadania e o respeito entre os alunos. “Eu me sinto como se estivesse em casa. Os professores, funcionários e meus amigos são como minha família”, revelou o estudante Cleiton. 

O ensino em tempo integral também contribui para aproximar professores e alunos. “Às vezes estamos fazendo alguma atividade na biblioteca e eles estão pesquisando junto. Isso contribui para desmistificar que há uma distância entre professor e aluno”, disse o professor de História, Vitor Cuneo.

Fonte: AEN - Agência Estadual de Notícias

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